quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Há incômodos que prendem os nossos pés no chão nos momentos em que eles mais queriam levitar. Principalmente quando tudo dentro de uma relação se mostra sendo tomada por uma onda de “achismos”. “Eu acho que sinto isso” ou “eu acho que o que está rolando é aquilo”... E nós ficamos tais quais uns loucos procurando a segurança que só um “É de fato” pode proporcionar. Vasculhamos debaixo do tapete, dentro do armário do banheiro, por detrás dos nossos travesseiros com nossos cheiros misturados... E nada! Por todos os cômodos da casa e dos lugares que passamos, estão estampados cartazes das meias-certezas. Parecendo zombar das nossas fragilidades.
Para nós, de almas deveras extremistas e ansiosas, não existe coisa pior. Vem uma vontade de chutar o pau da barraca e dar um basta. E esquecemos que as relações não vêm com bula nem horário definido para o efeito dos sintomas.